Lupalina Boulevard Feira
Local: Feira de Santana
Equipe: Raianna Mercês e Andréa Carvalho
Serviço: Projeto de Arquitetura
Ano de Projeto: 2018
Fotógrafo e Visual Merchandising: Renan Marcel
O projeto trata-se de uma reforma numa loja de shopping, de aproximadamente 60m² de área de venda, no maior shopping da cidade.
Já existia outra loja da mesma empresa em outra unidade no shopping, que foi posteriormente desativada.
Além da questão de dispor a enorme variedade de produtos de forma organizada e atrativa, esse local possui algumas particularidades que foram indicadas na vistoria prévia, o mezanino era menor do que o limite máximo de 70% da área da loja, a escada helicoidal existente não atendia a legislação de combate e prevenção de incêndio, a área técnica do ar condicionado era menor do que o necessário para
abrigo e manutenção do maquinário.
O projeto partiu da definição de áreas e fluxos. A pedido do cliente, o envidraçamento da fachada e acesso central foi mantido, e o pilar que suportava a estrutura existente do mezanino influenciou na definição dos fluxos. Uma mesa de valorização foi inserida em frente à porta e os demais móveis foram dispostos de forma que os expositores altos ficassem encostados nas paredes, e os médios no centro da loja, permitindo, desde a porta a livre visualização do espaço.
A fim de aproveitar ao máximo a fachada existente, perfis metálicos foram sobrepostos ao vidro e somente a porta, antes em madeira, foi alterada.
Como a loja vende moda jovem, as definições de cores e materiais foram feitas buscando se relacionar melhor com esse cliente. Os materiais foram o metal na cor preta e eletrocalhas, garantindo um visual industrial. Ainda nessa linha urbana tem-se o caixa-container em vermelho e o acabamento da marcenaria em cimento queimado. Para as paredes a cor cinza-carvão foi eleita por ajudar na relação
entre as diversas cores dos produtos.
A madeira, que já estava presente no piso, foi mantida, e a madeira Cumaru foi escolhida para o tampo do balcão e para a escada, tanto por ter uma cor mais clara, que contrapõe os acabamentos escuros da loja, quanto por sua resistência, que suporta o fluxo constante gerado pelo uso comercial.
Para a iluminação, foram utilizados refletores com ângulo de abertura superior a 90 graus, por conta do pé direito baixo sob o mezanino, que criaria focos de luz muito definidos e sombreamentos, caso fossem utilizados spots tradicionais, com aberturas que variam entre 35-60 graus.
Na Vitrine, a eletrocalha com os refletores foi deslocada para a parede frontal da loja, de forma que reduz o sombreamento nos manequins, que geralmente acontecem quando a vitrine é iluminada de cima para baixo.
Para evitar a sensação de clausura gerado pelo pé direito baixo, uma fita de LED foi inserida num friso entre o forro e a parede, que dá um aspecto de que o teto está solto da parede.
Toda a iluminação escolhida foi de temperatura 3000k, que possui um índice de reprodução mais fiel a luz do sol, sem gerar ofuscamento.
Definiu-se ainda que o mobiliário seria composto por módulos emoldurados, para que pudessem reduzir o ruído visual provocado pela ampla variedade de mercadorias. Para as prateleira e tampos foi escolhido o MDF no acabamento Carvalho Hanover, que se aproxima do padrão natural da madeira
Cumaru.
O mobiliário foi pensado para que seus acessórios pudessem ser reorganizados de acordo com a sazonalidade das mercadorias, através de trilhos e equipamentos que possuem múltiplos encaixes e possibilidades de montagem.
Com a demolição, notou-se que parte do piso existente havia sido danificado. Para substituir o piso e cobrir essas imperfeições em tempo hábil, foi escolhido o piso emborrachado, para ser colado sobre o contrapiso dentro dos provadores, do caixa e no depósito.
Em termos de recursos tecnológicos, houve ainda a preocupação na boa distribuição de caixas de som ambiente, com central de som posicionada no mezanino e sistemas de vigilância.
Inicialmente a testeira foi pensada para ser usada como fundo para projeção de vídeos da coleção, no entanto, devido ao alto valor de implementação, os projetores foram substituídos por uma plotagem em adesivo vinílico.

